Machismo é violência!

A quinta e última peça da campanha “Machismo é violência”, aborda a forma mais extrema da violência contra as mulheres: a violência física. Embora seja a última peça, a campanha continua nas redes sociais. Estamos buscando viabilizar outras parcerias para dar continuidade à campanha abordando outros temas, outras pautas.

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peça V - machismo é violencia

Não para elas, sim para eles?

A quarta peça da campanha “Machismo é violência” questiona a educação sexista no processo de construção das relações de gênero e como isso influencia os papéis do masculino e do feminino: rosa para elas, azul para eles, boneca para elas, carrinho para eles! No que tange à sexualidade, por exemplo, enquanto os meninos recebem vários estímulos para descobrir e vivenciar sua sexualidade de forma independente e “pró-ativa”, sendo incentivados a “pegar” várias meninas, elas são educadas sob um regime de repressão da vida sexual e subordinação aos parceiros, sendo ensinadas a se “guardarem” para o casamento.

A campanha “Machismo é violência”, desenvolvida em parceria com o Fórum de Mulheres do Espírito Santo, Estúdio Cosmonauta e juuz Design, faz parte do projeto “Comunicação pelo fim da violência contra as mulheres”, realizado pelo Olho da Rua, com apoio da Secult/ES.

As peças da campanha podem ser curtidas e compartilhadas livremente!

peça IV - machismo é violencia III menor resolução

O machismo não desce redondo!

Para marcar o 8 de março, lançamos a terceira peça da campanha “Machismo é violência”. A campanha, realizada pelo Olho da Rua em parceria com o Fórum de Mulheres, Estúdio Cosmonauta e Juuz Design, faz parte do projeto, aprovado pela Secult/ES, “Comunicação pelo fim da violência contra as mulheres”.

A questão da mercantilização do corpo feminino é um dos grandes desafios a superar, especialmente no Brasil. O uso recorrente da imagem do corpo feminino em campanhas publicitárias reforça o estereótipo equivocado da mulher como mercadoria, como objeto sexual, reproduzindo discursos e práticas machistas.

A publicidade constantemente expõe as mulheres como um produto para consumo dos homens, seja de forma direta, como nas típicas propagandas de cerveja, ou de forma indireta quando afirmam que é comprando um produto X que elas agradarão aos olhares masculinos e desta forma serão desejadas e felizes.

Apresentadas como objetos de consumo, a publicidade reproduz a ideia de que para ter valor é preciso seguir um padrão. As mulheres apresentadas viram exemplos de perfeição e para atingir este padrão, as mulheres são estimuladas a consumir uma quantidade cada vez maior de produtos e serviços. A busca por esse ideal aprisiona as mulheres na ansiedade do consumismo, adoecendo-as e tornando-as escravas da imagem considerada perfeita.

Neste sentido, a campanha “Machismo é violência” busca denunciar a imposição deste padrão de beleza inatingível e dessa busca pela eterna juventude como sinônimos de felicidade.

Curtam e compartilhem sem moderação!

peça III - machismo é violencia

Deixa ela passar, respeito, não mexe!

E a gente começa a semana do dia 8 de março – Dia Internacional de Luta das Mulheres, com mais uma peça da campanha “Machismo é violência”.

Há anos o corpo feminino é alvo de múltiplos controles. Controle do corpo, da sexualidade, da reprodução. Controle da imagem, da beleza, da identidade. Controle do modo de pensar, sentir e agir. Controle dos passos, das palavras, das roupas, dos desejos…

Neste sentido, vão sendo criados e reproduzidos diversos estereótipos da mulher: “essa é pra casar”, “aquela é vadia”, “mulher que faz isso não serve pra namorar”, “mulher nasceu para ser mãe”, “mulher minha não usa isso”, “mulher gorda é feia”, “mulher negra é só pra dar umazinha”, “trabalho doméstico é tarefa das mulheres”…

Refletindo e questionando esses estereótipos e padrões caminhamos no sentido de desconstruir essa visão machista da sociedade. É a comunicação pela autonomia das mulheres.

Vem gente!

Curtam e compartilhem descontroladamente!

peça II - machismo é violencia 2

Lançamento da Campanha “Machismo é violência”

O 8 de março – Dia Internacional de Luta das Mulheres se aproxima e é chegada a hora de colocar na rua a campanha “Machismo é violência”. Realizada pelo Olho da Rua em parceria com o Fórum de Mulheres do ES, Estúdio Cosmonauta, JUUZ e com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), através do edital Valorização da diversidade cultural capixaba, a campanha pretende estimular o debate sobre a violência contra a mulher tão presente no nosso cotidiano e tão naturalizada nos valores de nossa sociedade.

De acordo com o “Mapa da Violência 2012 – Homicídio de Mulheres no Brasil”, o Espírito Santo está em primeiro lugar em casos de homicídio de mulheres. Esta realidade é reflexo de uma sociedade patriarcal, cujos valores e discursos banalizam e até legitimam diversas formas de violência contra as mulheres. Os assassinatos de mulheres representam o ápice destas violências, mas compreendemos que todas as violações de direitos é uma forma de violência contra as mulheres.

Dada a importância que a mídia assume hoje no cotidiano das relações humanas, na formação de subjetividades, identidades e culturas, consideramos que o campo da disputa simbólica é fundamental para a superação das desigualdades entre homens e mulheres e para a conquista e efetivação de seus direitos.

É neste sentido que acreditamos que a luta das mulheres se dá também neste plano do simbólico, na disputa de ideias, através da desconstrução de valores e discursos patriarcais construídos historicamente, que são legitimados e reproduzidos, não apenas pela mídia, mas por diversas instituições da sociedade.

A proposta da campanha “Machismo é violência” é estimular reflexões, provocar discussões, colocar em dúvida verdades ditas absolutas. Cada peça levanta uma questão para que os pensamentos caminhem para além da “ordem natural das coisas”… Afinal o que queremos é questionar essa tal ordem, contribuindo para o processo de emancipação das mulheres, na construção de um outro mundo, sem desigualdades, sem violência, com justiça e respeito.

A primeira peça taí. Curtam, comentem e compartilhem à vontade!

peça I - machismo é violencia opção 2

Seminário “Comunicação pelo fim da violência” debate o ‘machismo nosso de cada dia’

_DSC0037O último domingo (3) foi dia de debater violência contra a mulher e o papel da mídia na manutenção de diversos preconceitos, entre eles, o ‘machismo nosso de cada dia’. O seminário “Comunicação pelo fim da violência”, organizado pelo Olho da Rua em parceria com o Fórum de Mulheres do Espírito Santo, aconteceu na Casa dos Direitos, durante todo o dia.

Após um delicioso café da manhã solidário, o debate começou com uma apresentação da assistente social e integrante do Fórum, Nildete Turra, que apresentou dados de recentes pesquisas sobre o tema, incluindo o Mapa da Violência – Homicídio de Mulheres no Brasil e pesquisas realizadas pelo Instituto Patrícia Galvão. “Contrariando o senso comum, as pesquisas indicam que o lugar menos seguro para a mulher é a sua própria casa”, afirmou Nildete, ressaltando que “quase 70% das situações de violência vivenciadas pelas mulheres aconteceram no local de residência”.

Já Luka Franca, jornalista e integrante do Coletivo de Mulheres Revolução Preta de São Paulo, apresentou a relação entre mídia, mulher e violência, destacando que não são somente as propagandas escancaradamente machistas que contribuem para a legitimação da violência contra as mulheres. “A mídia é mais um dos alicerces que mantém esse sistema e seus valores patriarcais, machistas, conservadores, racistas, homofóbicos, por isso não adianta pensarmos que ela é a grande culpada por tudo. O problema é muito maior”, afirmou Luka. “Por isso nossa luta passa necessariamente por um projeto de poder que pense a sociedade em sua totalidade e não dentro de caixinhas: revistas femininas apresentam conteúdo de moda e culinária, revistas masculinas, carros e economia! Nós mulheres também temos nossas análises sobre economia e política! E esses são espaços de poder que precisamos ocupar”.

Após as apresentações das palestrantes, rolou um debate entre as/os participantes, que apresentaram diversas contribuições ao tema. Confiram algumas fotos da atividade!

No período da tarde, a proposta da campanha “Machismo é violência”, que está sendo desenvolvida pelo Olho da Rua em parceria com o Estúdio Cosmonauta, Juuz Design, integrante do Coletivo Intervozes e militantes de área, foi apresentada. Em seguida foram formados os grupos de trabalho com o objetivo de discutir e planejar a continuidade da campanha e outras ações de enfrentamento da violência contra a mulher no ES.

Exposição fotográfica de mulheres negras destaca histórias de luta no seminário “Comunicação pelo fim da violência”

Banner Exposição Mulheres NegrasDurante o seminário “Comunicação pelo fim da violência contra as mulheres”, que acontece neste domingo, dia 2, a partir das 8 horas, será apresentada a exposição fotográfica “Mulheres Negras na história: do silenciamento ao brado”, organizada pelo Coletivo de Mulheres Negras Aqualtune.

A mostra conta com um belo acervo biográfico e iconográfico sobre mulheres negras que se destacaram na história capixaba e brasileira. Organizada com o objetivo de incentivar o conhecimento popular acerca da importância que a resistência dessas mulheres teve na construção de nossa sociedade e na luta contra o racismo e machismo, a exposição já circulou por diversos espaços públicos na Grande Vitória.

De acordo com o material de divulgação da mostra “Na memória coletiva oficial, a história das mulheres negras não existe por ter sido recorrentemente negligenciada. Dar visibilidade às contra-memórias sobre as mulheres negras significa não só romper com um monopólio da verdade histórica, mas também dar voz e autoridade ao segmento social e étnico que historicamente sempre esteve isolado e marginalizado: a mulher negra”.

Para Karina Moura, coordenadora do Olho da Rua, a exposição dialoga com o seminário na medida em que ambos trazem à tona o papel central da comunicação na construção dos discursos oficiais hegemônicos. “Ao abordar a temática de gênero e etnia, a exposição fotográfica pretende contribuir para a reconstrução dessa memória coletiva, dando visibilidade à mulher negra, ou seja, é um exemplo de como a comunicação pode ser utilizada para questionar as verdades estabelecidas, desnaturalizando preconceitos e opressões vivenciadas ainda hoje por uma parcela enorme da população”, ressalta Karina, uma das organizadoras da atividade.

A exposição ficará à mostra durante todo o seminário que acontece na Casa dos Direitos, localizada na Av. Paulino Muller, 200 – Ilha de Santa Maria, Vitória. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail contato@olhodarua.org